ACADEMIA MARANHENSE DE CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES MILITARES - AMCLAM.

Após a pacificação da Balaiada em 1841, o Maranhão atravessou uma época de estabilidade e grande crescimento econômico. Os principais produtos maranhenses eram o algodão, a cana-de-açúcar e o arroz, entretanto, o primeiro se destacou como grande produto de exportação da Província, já que, com a Guerra de Secessão (1861-1865), os Estados Unidos, viu seu algodão entrar em decadência.

Nesse contexto histórico, a vida cultural no Maranhão ganha em intensidade e expressividade. “Uma enorme quantidade de jornalistas inimitáveis, poetas estelares, célebres plutarcos, enfim, uma verdadeira preciosidade de intelectuais, segundo Márcio Diniz Costa, em opinião publicada no Jornal Pequeno de 30/07/2006 – Os talentos maranhenses do Século XIX, floresce.

Emanuel Souza em artigo: O Desenvolvimento no Maranhão, publicado em seu blog em 03/11/2010, nos traz à baila que alguns desses pensadores viviam em São Luís e ministravam aulas no Liceu Maranhense, portanto, é neste período que o Maranhão se torna a “Athenas Brasileira”, reunindo grandes intelectuais do país,

Integram ainda essa plêiade, escritores, músicos e compositores, destacando-se: Manuel Odorico Mendes (o maior especialista em línguas antigas), Francisco Sotero dos Reis (o maior gramático e filólogo brasileiro), João Francisco Lisboa (um dos mais respeitados historiadores e jornalistas brasileiros), Cândido Mendes de Almeida (jornalista), Antônio Gonçalves Dias (o maior poeta brasileiro), Pedro Nunes Leal (jornalista, filólogo e  lexicógrafo),  Antônio Henriques Leal (jornalista e escritor), Joaquim Gomes de Sousa (o maior matemático brasileiro), Joaquim Manuel de Sousa Andrade “Sousândrade” (escritor e poeta), Teófilo Odorico Dias de Mesquita (jornalista e poeta), Raimundo Teixeira Mendes (filósofo e matemático), Artur Nabantino Gonçalves de Azevêdo (Dramaturgo, poeta, contista e jornalista), Antônio Carlos dos Reis Rayol (Compositor, tenor, violonista e regente), Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevêdo (Romancista, contista, cronista, caricaturista e jornalista), Benedito Pereira Leite (jornalista), Adelino Fontoura Chaves (Jornalista, ator e poeta), Raimundo da Mota de Azevedo Correia (poeta), Raimundo Nina Rodrigues (pesquisador, antropologista e etnólogo), Catulo da Paixão Cearense (Poeta, músico e compositor), Henrique Maximiano Coêlho Netto (Escritor, cronista, folclorista, romancista, crítico e teatrólogo)  e tantos outros.

Importantes realizações, já haviam se desenvolvido nessa época e que contribuíram para  transformar o Maranhão, no grande cenário da poesia, da prosa e da produção jornalística no século XIX, destacando-se a inauguração do Teatro Artur Azevedo (01/07/1817), a fundação da Biblioteca Pública Benedito Leite (03/05/1831), a fundação do Colégio Liceu Maranhense (24/07/1838) e a Associação Literária do Ateneu Maranhense.

Mais adiante na transição para o século XX, um outro grupo de intelectuais maranhenses destacou-se na vida cultural brasileira: João Dunshee de Abranches Moura (Jornalista e polígrafo), José Pereira da Graça Aranha (Escritor), Antônio Francisco Leal Lobo (Jornalista e poeta), Humberto de Campos Veras (Jornalista e escritor).

E mais recentemente, a grande cantora e compositora Maria de Lourdes Argollo Oliver “Dilú Melo” e os poetas e escritores Josué de Sousa Montello, José Sarney de Araújo Costa, José de Ribamar Ferreira “Ferreira Gullar”, Nauro Diniz Machado, Arlete da Cruz Machado que fazem de nossa literatura um marco na história da cultura brasileira.

Nessa digressão artística e literária, ao longo do tempo, várias entidades floresceram em plagas maranhenses, reforçando o glorioso passado da Athenas Brasileira com a fundação de várias Academias como a Academia Maranhense de Letras, Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão e mais recentemente as Academia Maçônica de Letras, Academia Maranhense de Ciências Contábeis, Academia Maranhense de Medicina, Academia de Letras Jurídicas, Academia Ludovicense de Letras e tantas outras como as Academias Municipais. Entretanto, faltava preencher uma lacuna, pois a Polícia Militar do Maranhão como instituição quase bicentenária, já emprestara ao longo do tempo alguns de seus integrantes para se tornarem imortais nesses sodalícios.

O Cel Carlos Augusto Furtado Moreira que em 1981 ao ingressar na Polícia Militar do Maranhão no Curso de Formação de Sargentos, compôs e eternizou a Canção do CFAP (Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças), mais tarde, entre os anos de 1985 a 1987, experimentou a formação em terras mineiras, vivenciando na Polícia Militar de Minas Gerais, a produção de obras técnicas e de outros ramos literários, desenvolvidos por policiais militares que eram estimulados e tinham recebiam o reconhecimento de suas obras, consideradas de cunho técnico-profissional ou literário e passavam a usufruir da divulgação institucional que ultrapassava os muros dos quartéis mineiros, para ganharem o Brasil e o mundo. Desta forma, estimulou alguns colegas e chefiou a redação da Revista Comemorativa dos Aspirantes 1987 da Academia de Polícia Militar de Minas Gerais, sua turma, fazendo a entrega de exemplares no dia da formatura.

Retornando ao Maranhão, passou a sonhar com a criação de um sodalício que pudesse aglutinar policiais e bombeiros militares escritores, mestres e doutores universitários e artistas, bem como personalidades naturais que com a PMMA e o CBMMA possuem estreitos laços fraternos e ao se transferir para a reserva remunerada, com estes, criou e fundou a ACADEMIA MARANHENSE DE CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES MILITARES – AMCLAM “A Casa do Brigadeiro Falcão”, no dia 31 de maio de 2018.

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